segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E lá se vão vinte anos...

Os Cavaleiros do Zodíaco são vinte anos. Várias pessoas do meu face nem eram nascidas quando estreou no Brasil. Não importa quão fã se possa ser de um anime, que comprem camisas, gashapons, bonecos, façam tatuagem, cosplay o que for, quem não é da geração manchete nunca saberá o que é vivenciar, se alimentar de um anime como quem tem minha faixa etária e presenciou aquilo. Até porque, naquele época a gente nem sabia que era um anime. Eu vi o título em espanhol e achei que fosse alguma produção mexicana, argentina, sei lá.

Passava duas vezes por dia, de manhã e de noite, segunda à quinta, sexta-feira passava US Mangá. O único jeito de se obter informações eram pela clássica revista Herói. Foi através dela, na casa um amigo, que eu fiquei sabendo como era o verdadeiro rosto do Grande Mestre do Santuário.

Enquanto hoje, o episódio de um anime pode ser visto em menos de 24 horas após ser lançado no Japão, naquela época era bem diferente. A única maneira era através da Manchete. Foram 52 episódios inéditos até que parou quando Seiya chegava na casa de Leão. Você doido para ver a luta e começava a reprise. Acho que foram quatro ou seis (me corrijam depois) até que finalmente os episódios inéditos começassem a passar indo até o final da batalha das doze casas. Não tinha outro jeito. Só esperando mesmo.

No dia 12 de outubro daquele ano, tive de ira para a cachoeira com o pessoal da igreja que eu frequentava. E o medo de perder o episódio? Meu pai tinha uma tv à pilha, que para funcionava precisava de nove das gigantes. Levei só para ver o episódio em que a Saori era sequestrada pelo Jamian de Corvos. Bom, vi lá na cachoeira e também de noite em casa.

No ano seguinte, eu passei a estudar da manhã e gravava sempre em video cassete para ver de tarde. E, sim, eu também assistia de noite. Parava tudo para assistir. Consegui a façanha de não perder nenhum episódio inédito passado pela manchete.

Houve uma época em que Manchete passou aos domingos, por volta de oito da noite. E eu deixava de ir para a igreja pra assistir.

Não foi só a experiência de depender apenas de uma emissora que tornou ter visto CdZ naquela época algo único. Por mais sucesso que Dragon Ball Z e Pokémon tenham feito, nada, mas absolutamente nada no Brasil ou no mundo pode se comparar ao estrago que Cavaleiros fez.

Eu comprava as figurinhas, na época vinham quatro, que nem eram autoadesivas, num pacotinho que custava 15 centavos! (tão barato *__*). O sucesso era absurdo. Pior que em certo momento as figurinhas pararam de chegar. Era muito, mas muito difícil achar pra comprar. Meu pai quando encontrava, comprava logo 50 pacotinhos de uma vez. Vinham cinco figurinhas que eu não tinha e o resto de repetidas, que eu vendia no colégio ou mesmo pelo bairro. Completei, mas minha irmã fez o "favor" de estragar boa parte dele -___-

Houve também uma bala, Zung, que vinha com figurinhas. Dava pra colecionar trocando embalagens por posteres, mas eu preferi montar um álbum. Cheguei a completar, mas se perdeu ¬¬.

Até hoje guardo parte de uma matéria que saiu no Jornal O Dia sobre a febre que o desenho. Sim, o texto minha irmã estragou ¬¬. Curioso que vinha o Cisne Negro ilustrando e a matéria o chamava de Pégaso.

Foi nesse ano que saiu o filme "A Batalha de Abel", que eu vi no cinema Santa Rosa aqui de Caxias. Um cinema de rua que ainda existe, acredita?

Daquela época eu guardo ainda figurinhas piratas, feias que só, e uma revista Herói. A primeira que eu comprei, falando sobre o OVA, A Batalha dos Deuses. Também tenho uma falando sobre quem era o cavaleiro de ouro mais forte, claro, segundo critérios da própria revista. Cheguei a comprar mais, mas foram se perdendo ou roubadas pelo tempo.

Foi numa revista, não lembro mesmo o nome, mas era maior que uma Herói, que eu tive uma das informações mais legais da minha vida. Tá, foram duas: O Aldebaran de Touro era brasileiro. Cara, que foda, um cavaleiro de ouro nascido em terras tupiniquins! Que se dane que é só um desenho, havia um representante do Brasil no anime de maior sucesso da história brasileira!!!!! Bom, a segunda é a mais legal disparado pra mim. Shaka de Virgem aniversaria no dia 19 de setembro. Nunca curti muito minha data de aniversário até esse dia. Caramba, o cavaleiro mais foderoso de todas as 88 constelações nasceu no mesmo dia que eu! Me senti a reencarnação de um cavaleiro de ouro! Porra, Shaka e eu nascemos no mesmo dia!!! Se aquilo era magistral para um garoto de uns... doze anos, continua agora que eu vou fazer... bom, faça as contas :T

O desenho só chegou aqui por causa dos bonecos, que eu nunca tive um original - existem coisas que o tempo não muda. Cheguei a ganhar um pirata do Shura de Capricórnio. Na época devia ter custado uns trinta reais. Não me pergunte o porquê ser o Shura e não o Shaka, provavelmente só tinha ele no camelô mesmo. Aquelas peças nunca ficavam paradas, caíam sempre. Além desses piratas de ferro, também vendiam uns de plástico, igualmente ruins de manter montados. Cheguei a ter um Seiya com asas e tudo.

Assim, Cavaleiros do Zodíaco não se trata apenas de um anime. Quem viu depois da época da Manchete pode até curtir, gostar pra caramba, colecionar bonecos e outras tralhas, mas não terá tido o mais importante: a experiência de ter vivido a febre, o sucesso, uma época marcada pelo anime que mais fez sucesso no Brasil. Não importa quão fã você seja de um anime, seja ele qual for, se você não viveu aquele período, desculpe, mas você nunca chegará perto de viver o que foi Cavaleiros do Zodíaco na Manchete.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Teste

utilizando isso para testar meu tablet como maquina de escrever. até que está funcionando.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Um Flooder de Natal...




Bom, antes de qualquer coisa vocês devem saber de algo, Elmont está morto. Sim, não sabem o prazer que me dá dizer isso, mas Elmont está morto. Infelizmente ele não está morto na vida real, mas aqui na história ele está. Por que eu digo isso? Por que vocês têm que saber disso desde já, não podem duvidar de forma alguma, assim poderão compreender o que nosso personagem principal sentirá no começo da história. 

Bem, feita esta breve introdução, eu apresento a vocês UM FLOODER DE NATAL.

Dia 24 de dezembro de mil oitocentos e alguns quebrados. A cidade é Flooderopolis. Nosso personagem principal está trabalhando como faz diariamente.

Seph: T2000, trabalhe seu filho da mãe! - schlep!!! (chicote) – temos muita coisa pra fazer até você ser liberado hoje.
T2000: Sim chefe.
Seph: Não me responda, quando você fala se desconcentra e perde tempo no trabalho. Trabalhe, trabalhe, trabalhe!!!
T2000: Sim, sim...
Seph: Eu já falei para não me responder! – SCHLEP!!!

Eis então que surge um personagem bem conhecido.

Maverick: Dio Zeph... cuomo que susse fai?
Seph: Af... o que você quer sobrinho?
Maverick: Cuomo que qui eu queru, dio querito?! É Carnafal!!
Seph: Carnaval? Mas estamos em dezembro, é véspera de Natal!!!
Maverick: E o carnafal é guando?
Seph: Fevereiro, março... sei lá! Depende do coelhinho da Páscoa.
Maverick: Butzgrila!!!... Biquei ezze tembu todu fuora de caza? Di quarquer borma deve der vesta la in caza uoje... Bostaria de ir dio?!
Seph: Vai ter pão?
Maverick: Bão? Gui dibo de itiota guosta di cume bão in fezta? Zei lá... maiz devi te zim...
Seph: Hum... Mesmo assim eu não vou. Eu odeio Natal e muito mais que isso, odeio festas. E muito mais que muito mais que isso, eu odeio festas de Natal.
Maverick: Maiz Dio... zua vamilia vaistar lá!!!
Seph: Minha família uma ova, a sua família. Infelizmente você é meu único parente vivo.
Maverick: Buxa Dio... oprigado bur guostar de bim danto assim. I eu vico driste bambem in zaber qui suou zeu umico barente bivo. Boderiamos ter maiz né?
Seph: Madruga me livre!!!Triste eu fico por você estar vivo! Se você morresse eu ficaria em paz, sem nenhum parente pra me incomodar.
Maverick: Bão, de gualguer borma eu bambem ti amu. U cuonvite esdá mandido. Famos isbera-lo pra Seyia hoze!!!
Seph: Suma daqui!!!
Maverick: Beliz Carnarfal, T2000!!!
T2000: Feliz natal, Maverick!!!
Maverick: Amimado pra zoze?
T2000: Sim, sim. Apesar da miséria lá em casa, minha esposa Kakau está preparando algo para cearmos hoje à noite. Vou falar com seu tio pra poder folgar amanhã e...
Seph: Não!!! Se eu posso trabalhar amanhã, você também pode. Se chegar um minuto atrasado será demitido por justa causa.
T2000: Mas...
Seph: Nem mais, nem menos. Você vem e pronto.
Maverick: É Matal, dio!!!
Seph: Ninguém falou contigo, seu pé de cana. Saia logo daqui e deixe meu funcionário trabalhar, coisa que ele já enrola pra fazer.
Maverik: Ogay, ogay...

Pouco tempo depois que Maverick sai entra um cavalheiro com uma maleta.

Zequinha: Boa tarde gentil senhor.
Seph: Gentil Senhor? Onde?
T2000: Acho que ele está falando com o senhor, chefe.
Seph: Fique quieto, T2000, eu percebi isso. O que o senhor deseja? – falando com Zequinha.
Zequinha: Eu gostaria de pedir ao senhor uma singela contribuição para ajudar as pessoas mais necessitadas.
Seph: E por que eu as ajudaria?
Zequinha: Como por quê? É natal, com a sua ajuda essas pessoas não passarão fome neste dia.
Seph: Continue...
Zequinha: O senhor ajudando será ajudado bastante por Madruga. Então, com quanto o senhor vai contribuir?
Seph: Com nada...
Zequinha: Hein?...Ah sim... o senhor quer manter o anonimato... Será em dinheiro ou cheque?
Seph: Você é surdo? Eu não vou dar um centavo sequer pra você ou seja lá quem for!!!
Zequinha: Mas por quê?
Seph: Ora, como se já não me bastasse bancar o fórum sozinho, você ainda quer que eu dê meu dinheiro suado pra pobres adquirirem vermes? Suma já daqui!!!
Zequinha: Ora, que magrelo pão duro...
Seph: Pão duro o escambal, eu trabalho dia e noite pra poder comer pão saído diretamente do forno!!! E se por acaso eu comesse pão duro, não me faria mal algum, pois eles servem pra fazer torrada e até mesmo bife à milanesa...
T2000: Chefe, ele já foi.
Seph: Fale menos e trabalhe mais, T2000!!!

No fim do dia...
Seph: São 21 horas T2000, você já pode ir embora.
T2000: Chefe, eu tenho mesmo que vir amanhã?
Seph: Não T2000, se você quiser pode ficar em casa amanhã...
T2000: Ufa, eu sabia que o senhor era um homem bom e que reconsideraria...
Seph: Você pode ficar em casa amanhã e pro resto da vida. Se não vir está demitido. Ainda quer ficar em casa no natal?
T2000: Não, chefe.
Seph: É bom saber que você gosta de trabalhar, T2000. Saiba que estou fazendo isso pro seu bem. Não vai me agradecer?
T2000: Ah sim, obrigado chefe.

Seph: Vá logo, T2000. Eu termino de fechar tudo.

Seph caminha pela rua em direção a casa na qual mora sozinho. Era um casarão antigo, que ficava isolado das outras casas. Algumas pessoas dizem que é assombrada, mas Seph não ligava, pois não acredita em fantasmas, pelo menos não acreditava...

Seph: Aff... que dia. Trabalhei feito um flooder, mas valeu a pena, fiquei mais rico hoje. Agora vou dormir. Boa noite, Elmont.
Elmont: Boa noite, Seph.
Seph: Elmont?! Mas ele morreu há sete anos!!! AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!
Elmont: Por que o susto, Seph? Pensei que não temesse fantasmas.
Seph: E não temo, até por que não existem.
Elmont: Se não existem eu sou o que?
Seph: Você é fruto da minha imaginação. Bem que me avisaram que pão fazia mal. Eu vou dormir e logo você desaparecerá.
Elmont: E se eu estiver aqui?
Seph: Você não vai estar aqui, pois o efeito do pão vai ter passado.
Elmont: Seph, se eu fosse uma alucinação eu poderia fazer isso?

As luzes se acendem, seis rapazes musculosos aparecem e dançam com o Elmont “Macho Man”.

Seph: Rapaz, você é um fantasma mesmo. Mas eu nunca pensei que você fosse gay. Quem diria...
Elmont: Eu não sou gay!!!
Seph: Ta, é melhor não contrariar. Mas o que lhe trouxe aqui, meu caro?
Elmont: Olhe melhor para mim. Está vendo estes cabos de pc junto com mouses, teclados, impressoras e coisas do tipo no meu corpo?
Seph: Sim, sim. É moda no outro mundo?
Elmont: Sim. E as suas estão reservadas.
Seph: As minhas? E por que eu usaria algo tão cafona?
Elmont: Por que você deve ser castigado pela sua avareza, assim como eu estou sendo.
Seph: Você está sendo castigado?
Elmont: Sim. Enquanto eu vivi fui uma pessoa avarenta, não ajudei ninguém e só pensava em mim, assim como você. Por isso quando eu morri Madruga me condenou a carregar esses lixos de informática pelo resto da eternidade.
Seph: Que castigo horrível, ninguém merece coisas tão cafonas.
Elmont: E elas não são apenas cafonas, são pesadas como chumbo. 
Seph: Você disse que também serei castigado. Você veio pra me levar?
Elmont: Não, eu até que gostaria, mas eu vim pra evitar que você fosse castigado junto comigo. Essa noite virão três espíritos pra tentar lhe convencer a mudar. 
Seph: E quem são eles?
Elmont: São os espíritos do flooder passado, do flooder presente e do flooder futuro. A meia noite chegará o primeiro, as duas o segundo e o terceiro virá às quatro da manhã.
Seph: NÃO! NÃO!! NÃO!!!
Elmont: Está com medo, Seph? Eles não lhe farão mal.
Seph: Não é isso. Vindo a cada duas horas, vou passar a noite inteira acordado e eu preciso dormir pra poder acordar cedo pra poder trabalhar. Eles não podem vir todos de uma só vez, Elmont? Elmont? Cadê você? Não me deixe aqui sozinho, preciso de você pra me fazer companhia até lá.
Elmont: Aqui estou eu.
Seph: Ufa, ainda bem que você voltou pra me fazer companhia. Não queria ficar sozinho com aqueles fantasmas.
Elmont: Eu não voltei para isso.
Seph: Então pra que?
Elmont: É que eu esqueci de fazer algo muito importante aqui.
Seph: Algo muito importante? Algum conselho ou algo do tipo?
Elmont: Não.
Seph: Então o que você deixou de fazer?
Elmont: Isso: ¬¬


Seph: Putz, era só o que me faltava. Eu louco pra poder dormir e assim ficar mais rico amanhã e vem o Elmont da cidade dos pés juntos pra me trazer problemas. Eu hein... Hum... são 04 minutos do segundo quarto da hora 12 e o fantasmas só chega em 41 minutos. Acho que vou jogar um pouquinho de GTA enquanto ele não chega.
Lorien: Enquanto quem não chega?
Seph: O espírito do flooder passado. Ele vem me visitar pra tentar mudar meu coração.
Lorien: E você acha que ele consegue isso?
Seph: Mas nem se fizesse transplante de coração em mim.
Lorien: Sei...
Seph: Falando nisso, o que você está fazendo aqui no meu quarto, Lorien?
Lorien: Como o que? Achei que você estivesse me esperando.
Seph: De onde você tirou isso? Eu estou esperando o espírito do flooder passado e não você.
Lorien: Seph, eu sou o espírito do flooder passado.
Seph: HAUHAUHAUHAUHAUHAUHA!!!
Lorien: Do que está rindo?
Seph: Como do que? Você é bonitinha demais pra ser um espírito, e além do mais o espírito do flooder passado só chega meia noite e agora são... MEIA NOITE!!! Mas como?...
Lorien: Acho que o Elmont atrasou o relógio antes de sair. 
Seph: Elmont filho da mãe.
Lorien: Venha, Seph. Vamos lá. Chegou o momento de darmos um jeito nesse seu coração.
Seph: Vai morrer tentando.
Lorien: Eu já estou morta ¬¬. Venha comigo pela janela.
Seph: Hey, você não vai jogar aquele pó de pirlimpimpim em mim não?
Lorien: Eu sou um espírito e não a fada Sininho ¬¬. Agora venha.
Seph: Não, não... eu vou me esborrachar lá em baixo.
Lorien: Confie em mim, você não vai cair, ao contrário, vai sair voando pelo céu.
Seph: Você tem certeza?
Lorien: É lógico que eu tenho. Vai dar tudo certo.
Seph: Então ta. Um... dois... três...Lá vou eu! Jeronimoooooooo!!!!
- T I B U M ! ! ! ! ! ! – Ele cai de cara no chão.

Lorien: Tudo bem, Seph?
Seph: Como tudo bem? Você disse que eu não ia cair no chão. Por que você mentiu?
Lorien: Se eu dissesse que iria se esborrachar no chão você teria pulado?
Seph: É... mas por quê isso? Puro sadismo?
Lorien: Veja ali em frente.

Seph não havia caído em frente a sua janela, mas em um outro lugar de onde podia escutar uma voz que ele não ouvia há muitos anos.

Lilith: Seph, vem Seph!
Seph: Calma, maninha. Já estou indo brincar contigo. Ué, cadê você?
Lilith: Aqui! – Acerta uma bola de neve nele.

De volta a Lorien e a Seph...

Seph: É incrível...
Lorien: Entendo. Deve ser mesmo inacreditável ver a si mesmo com 8 anos de idade brincando com sua irmãzinha.
Seph: Não to falando disso.
Lorien: Hein?
Seph: É inacreditável pensar que a Lilith já foi menor do que é.
Lorien: ...
Seph: É uma pena que minha única irmã tenha falecido tão jovem. Talvez se ela estivesse viva, eu...
Lorien: Você...
Seph: Não teria que aturar aquele chato do meu sobrinho.
Lorien: Essa cena não lhe tocou em nada?
Seph: Deveria?
Lorien: Vamos pra outra cena... – da uma pancada na cabeça do Seph.
Seph: Baralho, Lorien! Por que você me bateu dessa vez?
Lorien: Veja esta cena...
Seph: Veja, sou eu e a Tifa...

Tifa está triste sentada num banco de praça enquanto Seph chega comendo um pedaço de pão com ovo.

Seph: Tifa, você parece triste, não está animada pro nosso casamento?
Tifa: Estou, mas...
Seph: Está com dor de barriga? 
Tifa: Não!!!
Seph: Então?
Tifa: Ah, Seph... Eu te amo, mas você parece valorizar mais o seu computador do que a mim.
Seph: Eu amar o meu computador mais do que a você? Que besteira é essa?
Tifa: Então você abriria mão de todos os prazeres que o computador lhe oferece por mim?
Seph: Vá de retro, Satanás!
Tifa: Mas, Seph... eu pensei que você havia dito que eu era mais importante do que o seu computador...
Seph: Nem sonhando eu diria isso. Eu amo tanto o meu precioso que o considero mais importante até do que a mim mesmo.
Tifa: Então você não me deixa outra escolha, Seph.
Seph: Vai comprar um computador pra você também?
Tifa: NÃO!!! Eu vou acabar com nosso noivado, Seph!
Seph: Quando?
Tifa: Agora! Não existe mais nada entre nós. Vou procurar outra pessoa no fórum que me ame de verdade.
Seph: Tifa, não vá!
Tifa voltando sorridente: Você se arrependeu e vai deixar o seu computador de lado pra ficar comigo?
Seph: Nem morto eu faria isso. Eu lhe chamei pra pedir umas moedas emprestadas. 
Tifa: ???
Seph: É que tem um pão novo lá na padaria e está me faltando algumas moedas preu compra-lo.
Tifa: Arg! Vê se me esquece, Seph.
Seph: Posso deleta-la do meu MSN?!
Tifa: Pode!
Seph: Putz... onde eu vou conseguir dinheiro agora pra comprar aquele pão novo? Elmont....

Seph: BUAAAAAAA!!! BUAAAAAAAAA!!!! BUAAAAAAAAAAAA!!!!!
Lorien: Seph, você está chorando... Está triste por ter trocado o amor de sua vida por algo que o tornou uma pessoa tão insensível e...
Seph: Lógico que não! Estou triste por não ter tido dinheiro pra comprar aquele pão novo. Era um pão especial, feito só naquele dia. Nunca mais consegui achar algo igual. BUAAAAAAAAAA!!!
Lorien: Ai, Seph... 
Seph: Que foi? Você também queria aquele pão?
Lorien: Ninguém merece...
Seph: Como não? Era um pão que parecia ser tão gostoso que só eu merecia comê-lo.
Lorien: Ai... eu pensei que era mais fácil. Espero que o outro espírito tenha mais sorte.
Seph: Já acabou?
Lorien: Tenho que fazer mais uma coisa...
Seph: Já sei, isso: ¬¬
Lorien: Não...
Seph: Então...AI MINHA CABEÇA!!!! Por que você vive me batendo, Lorien?...
Batsu: Nossa, ficou um galo feio. Quer gelo, Seph?
Seph: Até que seria bem vindo, mas no momento eu estou procurando a Lorien.
Batsu: Acho que ela não volta mais.
Seph: Por que você diz isso? Aliás, o que eu estou fazendo de volta no meu quarto? E o que você está fazendo aqui?
Batsu: Perdeu a memória, homem? Eu sou o espírito do flooder presente e vim pra tentar mudar seu coração e bla, bla, bla...
Seph: Ah, tá... Se você me prometer que eu não vou cair da janela, nem levar pancada alguma, eu vou.
Batsu: Como se você tivesse escolha... Olhe pela janela.
Seph: Não senhor, você vai me jogar dela e eu vou cair novamente de cara no chão.
Batsu: Acha que eu gosto de copiar os outros? Olhe sem medo.
Seph: Ta, mas só por segurança eu vou amarrar está corda na minha cintura e a ponta dela na minha cama.
Batsu: Sem problemas.
Seph olhando pela janela: Nossa, de onde veio essa praça?
Batsu: É a praça principal da cidade. O que você vê?
Seph: Hum... Vejo a Akasha, o Sasquat, o Terramex, a Nika, Sumo, NDX e o Shurato se divertindo.
Batsu: Não fica com um pouco de inveja deles?
Seph: E por que eu teria?
Batsu: Como por quê? Eles estão se divertindo no natal.
Seph: Grande coisa, um bando de cariocas desocupados enchendo a cara.
Batsu: Seph, eles estão felizes...
Seph: Eu estou com sono.
Batsu: Aff... Vamos olhar a próxima comemoração natalina.
Seph: E como vamos fazer isso?
Batsu: Assim – POW!!!
Seph: Ai...vocês tão querendo mudar meu coração ou arrancar minha cabeça?
Batsu: Olhe pela janela.

Dentro da casa...

Maverick: Gui gumida costosa. Garol, fosse ta di barabens.
Karol: Maverick, tão bom ver você de volta no natal pra celebrar com sua família.
Maverick: Eh, boi buita zorte us zeguesdradores derem mi zoldato na fespera de matal.
Karol: Só não entendi por que eles lhe seqüestraram no carnaval, lhe soltaram agora e nem ao menos avisaram durante esse tempo todo que se tratava de um seqüestro. Além do mais, você não tem nem onde cair morto.
Maverick: Bas zou zubrinho dum milhonario né?
Karol: Como se aquele pão duro do seu tio fosse pagar o resgate. Você morreria de velho e ele não pagaria nada.
Maverick: Num vala azzim dum beu dio, abezar ti dudo elhe eh um gara guegal.
Karol: Você diz isso porque é sobrinho dele.

Batsu: Seph, seu olhar mudou. Parece que enfim seu coração amoleceu. Eu sabia que seu sobrinho iria tocá-lo.
Seph: Como meu sobrinho pode ter casado com uma mulher tão peçonhenta? Parece que ela só vive pra falar mal de mim. Bem que ele podia ter casado com a...
Batsu: Vamos a próxima casa. – Pow!!!
Seph: Não doeeeu!!!
Batsu: De onde você tirou esse capacete?
Seph: Não importa muito. Veja, a casa do T2000.

Kakau: Quer dizer que você ter que trabalhar amanhã, querido?
T2000: Sim, meu amor. Se eu não for, serei demitido.
Kakau: Que seja, assim você arruma outro emprego melhor.
T2000: Não é tão fácil assim. Bem que eu queria arrumar outro emprego, mas não é fácil. E além do mais, eu gosto do Seph. Acho que ele precisa de mim.
Kakau: Ele precisa de um escravo, não de você.
T2000: E não é só por isso. Eu não posso largar um galho sem estar segurando outro. Se eu ficar muito tempo sem emprego, o nosso filhinho Alemão pode ficar sem os remédios que ele precisa pra sobreviver.
Kakau: Você tem razão, o Alemão precisa que você se sacrifique.
T2000: Como eu? Você também passa dia e noite lavando roupa pra fora pra poder ajudar nas contas daqui de casa.
Alemão: Papai, mamãe... cof, cof - tosse - , eu amo vocês.
T2000: Nós também lhe amamos, filhinho.
Alemão: Papai, agradeça ao bom senhor Seph por poder trabalhar pra ele. Se não fosse ele o que seria de nós?
Kakau: Felizes, meu filho, felizes.
Alemão: Mas nós já somos, mamãe. Apesar da senhora reclamar dele, eu sei que no fundo o senhor Seph é um homem muito bom.

Batsu: Não é emocionante, Seph? Seph?
Seph: RooooooooooooC!!!
Batsu: Acorda, Seph!
Seph: Uaaaaaaaaaaaaaa... Que foi, Batsu? Eu perdi alguma coisa?
Batsu: Meu serviço acabou por hoje, vamos embora.
Seph: Pode bater por que eu estou usando capacete.
Batsu: Ok... – POW!!!
Seph: Ai, minha barriga. Droga, Batsu!

Seph está na praça da cidade de Flooderopolis.
Seph: Ué, o espírito do flooder futuro não deveria estar aqui? Mas por que eu vim parar na praça da cidade? Será que eles desistiram de mudar meu coração e o fantasma do flooder futuro não vem? Ali tem umas pessoas conversando, do que eles devem estar falando?

Lilo: Ele morreu mesmo né?
Wartogh: Morreu sim. Mas acho que ninguém vai sentir falta dele.
Lilo: Será que sobrou alguma coisa na casa dele?
Wartogh: Acredito que não. Parece que ela foi totalmente saqueada.
Lilo: Bem feito, ele fez por merecer isso.
Seph: Vocês estão falando de quem?
Lilo: Wartogh, vamos ver se sobrou algo lá.
Wartogh: Vamos sim.
Seph: Ei, esperem por mim, eu vou com vocês.
Encapuzado: Eles não podem ouvi-lo, nem vê-lo.
Seph: ARRRRRRRRRRRRRRG! O assassino do filme Pânico!
Encapuzado tirando a máscara e o gorro: Calma, sou eu Seph.
Seph: Putz, Darkus. Por que você está vestido assim? Não é Halloween nem nada.
Darkus: É que eu sou o espírito do flooder futuro.
Seph: Quer dizer que vocês não desistiram né?
Darkus: Sabe como é né? O que não vem pelo amor, vem pela dor. E eu sou a dor.
Seph: Darkus, de quem eles estavam falando? Que pessoa miserável mereceria ter sua casa saqueada depois de morto? O coitado não deve nem ter parentes pra cuidar dele.
Darkus: Logo você vai descobrir. Vamos visitar agora outro lugar.
Seph: Pode parando, Darkus. Se você bater com essa foice em mim, minha cabeça rola.
Darkus: Não tenho escolha, Seph... – ZAP!!!
Seph: Tapete, Darkus, você acertou o pé! Ta doendo pacas!!!
Darkus: Olhe em volta de si, Seph. O que você vê?
Seph: Nossa, como escureceu rápido. 
Darkus: Esqueça isso e olhe em sua volta.
Seph: Estamos num cemitério.
Darkus: Reconhece aquele rapaz cavando uma sepultura?
Seph: Hum... parece o T2000.
Darkus: O que você acha disso?
Seph: Ele pediu demissão e virou coveiro?
Darkus: ¬¬. Olhe a lápide.
Seph: Ah ta...
Darkus: O que está escrito nela?
Seph: Vou ler... Aqui jaz Ricardo Alexandre. Ah.... foi o Ricardo Alexandre que morreu... Putz, que azar o do meu xará.
Darkus: Seph, ele não era seu xará...
Seph: Então por que escreveram esse nome na lápide?
Darkus: ...
Seph: Ah... não fica calado, Darkus. Dá outra dica.
Darkus: É VOCÊ!!!!
Seph: Eu morri? Mas eu estou vivo aqui falando contigo...
Darkus: Por Madruga... Você não morreu, mas se você continuar a ser esse mané sovina, viciado em computador e em comer pão, você vai morrer sozinho e ainda vai ser condenado a passar a eternidade inteira carregando periféricos de informática presos ao seu corpo!!! Você entendeu agora?!?!?
Seph: Entendi o que?
Darkus: Eu desisto. Vai logo pra dentro dessa cova e pronto! – empurra Seph dentro dela.
Seph: Não, Darkus, não me jogue aqui dentro. Eu tenho medo de escuro!!! DARKUS!!!! Ué... estou na minha cama. Será que foi um sonho? São meia noite e eu estou com uma vontade imensa de ser um homem bom, uma pessoa admirável que vive pra fazer o bem a todos. Que sensação maravilhosa... EU QUERO ESPALHAR FELICIDADE E AMOR POR ONDE EU PASSAR!!!

No quarto três figuras observam a cena.

Darkus: Demorou, mas finalmente ele tomou jeito.
Lorien: Gente, nem acredito que conseguimos transformar o coração do Seph.
Batsu: Pessoal, o natal é época de milagres. 
Lorien: Isso mesmo, se tivermos fé tudo pode acontecer.

Seph: Pensando bem, a vontade passou. Como eu pude dizer tantas besteiras? Melhor eu ir dormir por que amanhã e dia de trabalho. ¬¬

Batsu: Eu desisto.
Darkus: O que vamos fazer agora?
Lorien: Sei lá, tem ceia na casa de vocês?

sábado, 25 de agosto de 2012

Fotos do Facebook...

Hoje eu fui para o facebook, como faço todos os dias, e reparei que meus amigos que viraram a noite na farra estavam online ainda tinham postado fotos da balada. O que me levou a lembrar das fotos que esse pessoal posta no Facebook, aliás, não só eles, mas todo mundo. Por exemplo, tenho uma amiga que parece passar o fim de semana festinhas ou coisas do tipo, não faz outra coisa para se divertir e ainda assim posta dezenas de fotografias dessas saídas. Aí que eu me pergunto: Foto por quê?! Sim, recordações, mas acredito que fotografar seja muito mais que isso, não apenas pra dizer "eu fiz isso, eu estive em tal lugar, eu vi tal coisa, encontrei fulano etc", mas pra registrar um momento especial. 

Se você olhar para as fotos dessa menina, não vai conseguir diferenciar a programação que ela fez uma da outra, aliás, vai sim, pois algumas baladas são diurnas e outras ocorrem noturnamente. Geralmente são fotos com as mesmas pessoas de sempre, talvez sozinha, sempre com alguma bebida na mão e fazendo cara de "wooohooo" ou "porra, estou bêbada", não raramente as duas expressões misturadas. São absolutamente iguais, não há razão alguma para postar, exceto mostrar pra todo mundo que ela só vive na farra.

Nunca parei pra analisar o meu perfil no Face, mas como minha vida é meio sedentária e nem um pouco social, acredito estar mais pro "compartilha qualquer coisa que acha bacana e posta as ideias que, em 70% dos casos, só eu acho engraçadas ou interessantes". É, acho que faço parte da turma medíocre dessa rede social. Como dizem, é o sujo falando do mal lavado, mas vou continuar assim mesmo.

Uma outra menina que me chama atenção pelas postagens é a viciada em malhação. Infelizmente ela não posta fotos de biquíni mostrando o seu corpo sarado, até que reclamaria menos se fizesse isso, mas de várias pessoas fortonas e que sejam exemplos corpos atléticos. Não são poucas, mas várias vezes ao dia tem lá alguém com uma barriga de tanquinho, um braço musculoso, sei lá, homens, mulheres, crianças, velhos, não raro com frases motivacionais. É algo que eu realmente não entendo, mas acho que poucas pessoas devem me entender também.

Vejamos mais uma, sim, a que é apaixonada por galãs de séries americanas. Não é uma, não são duas, não são três, são trocentas fotos do mesmo galãzinho e com aquelas declarações apaixonadas por um cara que ela vai esquecer assim que ver outra série com um ator que ela ache bonitinho.

Eu podia falar dos otakus, aqueles malas, com suas postagens declarando seu amor e vício por animes e como se acham injustiçados por serem fanáticos pela cultura oriental. Ah, claro, todo o resto da sociedade não passa de idiotas que não os compreendem. Sendo justo, vez o outra até que postam uma outra coisinha legal, principalmente quando deixam o fanatismo de lado.

Engraçado, mas o pessoal que joga até que tem me incomodado pouco. Eu até ajudo, pelo menos no The Sims Social, mas deixo acumular por um bom tempo e atendo a todos os pedidos de uma vez, nem sempre em tempo.

Bom, acho que já escrevi bastante e ainda me desvirtuei do tema. Mas é isso, crianças, postem apenas fotos de atividades diferentes, não das mesmas coisas, deixem as pessoas pensarem que a vida de vocês não se resume a baladas.


domingo, 12 de agosto de 2012

Vinte e Nove...

Sabe lá o que é isso? Vinte e nove anos... bom, acho que nem eu sei, pois ainda falta mais de um mês pra isso. Minha mãe diz que era pra eu ter nascido no dia sete de setembro, mas atrasei um cado. Quem iria querer nascer num feriado? Tá, sete de setembro soaria legalzinho, mas não como dezenove do nove, muito melhor. E eu tenho um certo vício por esses dois números, principalmente o 19. Sabia que o planeta B612 foi descoberto em 1909? Que o desenho do Pica Pau foi o primeiro a passar no Brasil e estreou num 19 de setembro? Aliás, nunca fui muito fã dessa data, ninguém nunca fazia aniversário nela. A primeira pessoa que eu descobri a comemorar comigo foi Paulo Freire, mas aí ele já tinha morrido e acho eu teria de comemorar sozinho... Só comecei a gostar mesmo por causa do Shaka de Virgem, é, aquele do anime Cavaleiros do Zodíaco. Que orgulho ao descobrir que ele nasceu em um 19 de setembro. Da hora, né? Hum... depois fui descobrindo outras coisas legais, tipo ser dia de São Januário, o mesmo que dá nome ao estádio do meu time, Vasco da Gama. Esse ano eu descobri que só tem esse nome porque fica numa das ruas assim chamadas. Já pensou se meus pais fossem católicos fervorosos e resolvem me batizar assim também? Cruz credo... já dei sorte de escapar de ser chamado Cosme ou Damião. Hum... continuando. Também se comemora na data em que nasci o Dia do Teatro, Dia do Computador e até o Dia Mundial de Falar Como Um Pirata... é estranho, mas é verdade.

Ah... como esquecer? 19 é a idade que o Sanosuke Sagara tem no anime Samurai X... acho que já sabem de onde eu tirei o apelido Sano, né?

Sei lá... tem hora que bate a ficha... Vinte e Nove. Um ano a mais e faço trinta... tanta coisa me incomoda. Não pareço ter essa idade em nada, outro dia disseram que eu aparentava vinte e três. Acho que tô mais pra dezoito ou até menos. Tantas coisas que eu não realizei, tantas coisas que eu queria ter feito... Argh, imaginar que a maioria dos meus amigos são pelo menos cinco anos mais novos que eu e que possuem todo um caminho para percorrer, um caminho pelo qual eu passei e não escrevi muito. Nem profissão definida eu tenho... meu dinheiro é mais contato que água no deserto... Vejo pessoas bem mais novas e muito mais realizadas e satisfeitas na vida. Sabiam que Charlie Chaplin já tinha seu próprio estúdio com menos de trinta anos? Outro dia veio um amigo do colégio aqui em casa, ele já tinha um filha. Descobri que outro amigo também tinha... fora outros que tiveram e casaram. Pô... tanta gente que eu conheci e já tá casado e com filhos, pessoas bem mais novas.

Sei lá... é estranho quando a ficha cai... Você percebe que não tem absolutamente nada, que tem dois fardos pra carregar. Primeiro, tentar compensar o tempo perdido e reverter a situação, segundo, aturar as consequências tradicionais de já ter quase trinta... quase trinta... caramba, mais um ano e nem poderei ter mais a música "vinte e poucos anos" como tema... Pior que eu acho que há nenhuma música chamada "trinta e tantos anos"...


É tão... sei lá... sei lá... é quase a metade da minha que já se passou... claro, esperando que eu viva pelo menos sessenta anos. Tirando meu avô Elói, todo mundo que eu saiba passou disso... bom, tirando meu primo, mas ele foi morto por ser bandido e isso eu não sou.

Xô pegar um texto sobre esses vinte nove anos, o chamado Retorno de Saturno.


"Nessa época, as pessoas que ainda não se definiram na vida passam a se sentir muito angustiadas, porque o fantasma do fracasso começa a ameaçar. Freqüentemente, aos 28 anos as pessoas retomam os estudos, procuram caminhos profissionais definitivos e não mais bicos e trabalhos esporádicos. A crise provocada por Saturno sempre é complicada, já que mexe com assuntos como o tempo e a idade, fracasso, frustração ou sucesso. Todos estes aspectos são muito angustiantes porque abalam a auto estima de cada um."

Isso define exatamente como eu me sinto atualmente... blergh... Sempre que eu penso que realmente vou fazer vinte e nove... me causa tanto desconforto e estranheza. Não me sinto com essa idade e... sei lá... mas eu tenho, ou terei, espero ter... e vejo que convivo com pessoas tão mais novas... tento me situar como o cara mais velho, aquele velho responsável... mas... putz, té parece. Esse meu lado garoto e imaturo ainda fala tão falto... sei lá...

Só queria me sentir mesmo essa idade e não um garoto num corpo de um velho... 

domingo, 5 de agosto de 2012

Unha machucada


Vim pra casa pensando nisso e resolvi postar sobre o tema.

Sempre me perguntam se perder a unha dói. Caso você não saiba, perdi a unha do dedo médio da mão direita em uma acidente no portão daqui de casa faz umas duas semanas. Bom, respondendo.

Dói, dói pra caralho. Na hora nem tanto, mas a sensação do seu dedo sangrar, que nem é tanto assim, enquanto você percebe a merda que foi, não é nada agradável. Também dói quando você tem que arrancar a gaze no dia seguinte da ferida. Cara, isso pra burro. Uma vacina antitetânica dói pouca coisa no terceiro dia. Um braço latejando de dor incomoda um cado no quarto dia. Depois disso foi só tomar os medicamentos corretos e a dor praticamente sumiu.


Sabe o que dói mesmo? Levar uma fora de quem você gosta e achou que podia rolar algo. Você não sabe se foi ilusão sua, se errou de alguma forma, se a outra pessoa foi quem falhou contigo etc, isso realmente dói. Não ataca um ponto do seu corpo, não limita uma atividade sua, como foi o caso de eu até ter dificuldade para escovar os dentes e tomar banho por causa da unha. Levar um fora mexe com o seu corpo inteiro, tanto fisicamente quanto mentalmente. Você fica totalmente derrubado, sem força pra nada. Claro, eu não estou falando nenhuma novidade, todo mundo já levou um fora, vários até, eu principalmente.


A questão é: entre levar uma fora e perder outra unha, de boa, eu optaria em perder várias outras a ter que levar outra fora. Foda-se que a dor do machucado é forte, incomoda, mas isso eu vou sentir pelo mínimo de tempo possível e nem vou me traumatizar ou sofrer porque minha unha não está mais comigo. Levar um fora é chato pra cacete, você sofre sem prazo de validade e nem faz ideia se vai ter outro motivo realmente legal para se sentir bem depois. Unha cresce de volta, fora... bom, o mais certo é você levar outro. Provavelmente vai se curar depois de um tempo, vai sofrer um cadinho, mas não quer dizer que será por um sentimento correspondido... Provavelmente vai deixar a cicatriz fechar sozinha e aprender a tocar a vida.

Já me machuquei outras vezes, já levei outros foras, mas acho que nunca as duas coisas de uma só vez, por isso eu resolvi escrever sobre o tema, porque agora eu posso comparar. Então, deus, você já sabe: se tiver que me fazer levar outro fora de alguém que eu gosto mesmo, lembre que tenho mais dezenove unhas para você arrancar ;)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Em cima de uma postagem antiga


Acho que todo mundo já se pegou pensando "Por que eu sou tão legal com alguém e essa pessoa não dá a mínima pra mim?". É algo que não tem explicação, apenas acontece. Com algumas pessoas você pode tentar conversar por anos, estar sempre presente quando precisam, estar disposto a ser o melhor amigo que alguém pode querer, mas mesmo assim essa pessoa é incapaz trocar mais do que cinco palavrinhas contigo numa conversa. Não tem jeito. Deve ser algum tipo de cegueira que não as permitem ver quão legal você é.

Em contrapartida, tem gente com a qual você começa a conversar e percebe que terá uma grande amizade.

É... simples assim. Não é só simpatia, não pede muito esforço ou qualquer tentativa extra para agradar. Apenas acontece de verem em você o que aquela pessoa, a quem você se dedica, mendiga cada migalha de atenção, não consegue ver.

Eu sei que é chato não ter a amizade correspondida, mas a vida é assim. Não é só amor que não é correspondido, amizade também! Não existe uma fórmula, não existe uma lógica... apenas (não) acontece.